O Papel Dos Oligoelementos na nutrição parenteral

Os oligoelementos, também chamados de elementos traços, são componentes essenciais, de baixo peso molecular, idealmente presentes na nutrição e que participam de processos fundamentais na fisiologia humana. Indivíduos que necessitam aporte nutricional alternativo são dependentes de fontes exógenas destes micronutrientes para sua plena suplementação.¹

Atualmente, os oligoelementos recomendados em terapia nutricional pelo consenso ASPEN/ESPEN/AuSPEN são Cobre, Cromo, Ferro, Flúor, Iodo, Manganês, Molibdênio, Selênio e Zinco. A reposição desses componentes é vital para garantir integridade nutricional, especialmente em pacientes críticos²:³

Os efeitos sistêmicos dos micronutrientes são, em geral, bem elucidados, sendo seu principal papel a ação como cofator essencial para a atividade enzimática em múltiplos processos bioquímicos, como o metabolismo intermediário de substratos energéticos e a síntese de proteínas, influenciando diretamente na manutenção da homeostase, prevenção e a recuperação de condições anômalas.³

De acordo com as públicações mais recentes do Journal of Enteral and Parenteral Nutrition, em fevereiro de 2020, as recomendações nutricionais diárias para aporte de micronutrientes, como vitaminas e oligoelementos, devem ser ajustadas de acordo com a condição clínica de cada paciente, respeitando características específicas de suas necessidades individuais e limites máximos de dose, preconizados para evitar potenciais reações indesejáveis e de toxicidade.

Com os últimos avanços tecnológicos, surgiram novas metodologias de análises clínicas, capazes de melhor dosear sistemicamente esses componentes, assim como a disponibilidade de insumos farmacêuticos cada vez mais adequados às dosagens preconizadas nos mais recentes guidelines.

Assim, novos achados clínicos relevantes para terapia nutricional surgem continuamente, oferecendo maior subsídio ao médico para tomada de decisões em relação à oferta nutricional para o paciente, seja através de um melhor controle dos níveis séricos de determinados componentes de interesse ou na prescrição de insumos que ofereçam um aporte mais adequado às necessidades observadas.

A LIFE conta com uma equipe dedicada a pesquisa e desenvolvimento, que continuamente trabalha para investigar melhorias para disponibilizar ao mercado novas soluções, prospectando formas de eliminar as lacunas existentes entre o a dose ideal e o que está efetivamente disponível para entrega ao paciente, possivelmente capazes de atingir com precisão todas as recomendações gerais de oligoelementos, respeitando também todos limites máximos recomendados pelo consenso mais atual.

Referências bibliográficas
1. JIN, Jennifer; MULESA, Leanne; ROUILLET, Mariana Carrilero. Trace Elements in Parenteral Nutrition: Considerations for the
Prescribing Clinician. Nutrients, 9º ed., 2017.
2. OSLAND, Emma J., et al. Australasian Society for Parenteral and Enteral Nutrition guidelines for supplementation of trace elements
during parenteral nutrition. Asia. Pac. J. Clin. Nutr., 23° ed., 2014. 
3. BLAAUW R. et al. Parenteral Provision of Micronutrients to Adult Patients: An Expert Consensus Paper. JPEN v. 43-1. 2019.
4. Food and Nutrition Board IoM. Dietary Reference Intakes for Vitamin A, Vitamin K, Arsenic, Boron, Chromium, Copper, Iodine, Iron,
Manganese, Molybdenum, Nickel, Silicon, Vanadium, and Zinc. Washington, DC: National Academy Press; 2001.
5. Food and Nutrition Board IoM. Fluoride. Dietary Reference Intakes: Calcium, Phosphorus, Magnesium, Vitamin D, and Fluoride.
Washington DC: National Academy Press; 1997.
6. Food and Nutrition Board IoM. Dietary Reference Intakes for Vitamin A, Vitamin K, Arsenic, Boron, Chromium, Copper, Iodine, Iron,
Manganese, Molybdenum, Nickel, Silicon, Vanadium, and Zinc. Washington, DC: National Academy Press; 2001.
7. Jeejeebhoy K. Chromium and Parenteral Nutrition. Journal of Trace Elements in Experimental Medicine 1999;12(2):85-9.
8. Food and Nutrition Board IoM. Dietary Reference Intakes for Vitamin C, Vitamin E, Selenium, and Carotenoids. Washington, DC:
National Academy Press; 2000.
9. Shenkin A. Selenium in intravenous nutrition. Gastroenterology 2009 Nov;137(5 Suppl):S61-S69.


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